Percebemos em nossas relações do cotidiano que a sociedade contemporânea envolvida pelas preocupações do trabalho, não tem mais tempo livre para as práticas de atividades físicas prazerosas, emocionantes e até mesmo, perdeu o contato com seus familiares, devido ao desgaste que o trabalho lhe causa. Em muitas das situações a nova sociedade prefere se “isolar” do mundo ao seu redor. Também podemos perceber que muitas vezes essas relações entre homem e trabalho acabam atrapalhando o tempo livre de seus familiares devido ao tempo de férias não coincidirem e mesmo, devido ao cansaço, torna se algo desgastante ter tempo para somente disponibilizar-se à sua família em atividades fora de casa. Fazendo por muitas vezes que as crianças desde muito cedo se acomodem as atividades restritas do lar.
Estamos vivendo um momento de grandes contradições, uma vez que, quanto mais a sociedade contemporânea, consumista e tecnologizante, luta pela busca do conforto, bem estar, lucro, praticidade, estabilidade financeira, estilo de vida saudável, melhoria da qualidade de vida e liberdade, mais ela se vê aprisionada e entretida com atividades profissionais diárias tediosas e repetitivas. (FREIRE, 2006, pag.169)
E continua dizendo que:
Com todo esse compromisso profissional, ligado ao campo do trabalho, não sobra ao homem energia e nem tempo para vivenciar situações que envolvam liberdade, uma vez que o tempo já é predestinado desde que ele acorda, aliás, até para acordar existe hora marcada. (FREIRE, 2006, pag.169)
Sendo assim, vemos a escola como único local onde talvez muitas crianças possam vivenciar estas práticas de atividades diversificadas. Vale ressaltar que não estamos aqui falando que o papel da escola é proporcionar atividades de lazer para estas crianças, porém é de educar o indivíduo para o uso crítico de seu tempo livre, diversificando e propondo atividades que contemple não somente a Proposta Curricular como também a cultura da sociedade a qual atende. Neste sentido achamos necessário buscar propor em nosso Planejamento de Aulas, atividades de Esporte e Aventura, já que este é uma atividade que vem se destacando no mercado. Porém, ainda são poucos os autores que discutem esse esporte dentro do âmbito escolar. Através desse esporte o homem tem uma aproximação maior com o meio ambiente, despertando assim uma consciência ecológica a fim de promover a melhoria da qualidade de vida e preservação do meio ambiente. O coletivo de autores quando trás como exemplo organizar atividades de lazer em áreas verdes sugere que:
Essas experiências devem proporcionar a ampliação de referências que levem o aluno a compreender e explicar a necessidade de a população participar da gestão do seu patrimônio ambiental, as relações da questão ecológica com a saúde dos trabalhadores, com o desenvolvimento urbano, a opção tecnológica etc. (SOARES et al, 1992, p. 63).
Com base nesses princípios, justificamos que trabalhar com Esportes de Aventura na Educação Física Infantil proporcionara aos alunos possibilidades de praticar e sentir novas sensações provocadas, atividades estas que podem ser praticadas em ambientes naturais e outros, além de propiciar novos tipos de experimentações e ainda possibilitar que movimento seja realizado em vários eixos. Provocando o comportamento diante de tais situações que a atividade possibilita, favorecendo estímulo para o desenvolvimento cognitivo, afetivo e motor da criança.
REFERENCIAS
SOARES, C. M., et all. Metodologia do Ensino da Educação Física. 2ª Edição. São Paulo: Cortez Editora, 1994.
SHCWARTS, Gisele Maria. Aventuras na natureza: Consolidando significados. 1ª Ed. Jundiaí- SP: Ed. Fontana, 2006.
SHCWARTS, Gisele Maria. Aventuras na natureza: Consolidando significados. 1ª Ed. Jundiaí- SP: Ed. Fontana, 2006.
Nenhum comentário:
Postar um comentário